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Bruxismo e neuroplasticidade cerebral: por que esse hábito não envolve apenas os dentes?

Bruxismo não é simplesmente apertar ou ranger os dentes. É um comportamento motor oral que envolve músculos, sistema nervoso, sono, percepção corporal e, em determinadas circunstâncias, pode estar associado a alterações no controle motor e na plasticidade neural. Entenda agora nesse artigo como bruxismo e neuroplasticidade cerebral estão conectados.

Quando pensamos em bruxismo, é comum imaginar imediatamente uma pessoa rangendo os dentes durante a noite ou apertando a mandíbula durante o dia e, de fato, apertar ou ranger os dentes faz parte das manifestações mais conhecidas do bruxismo, mas essa definição é pequena demais para explicar o fenômeno.


Atualmente, o bruxismo é compreendido como uma atividade repetitiva dos músculos mastigatórios, que pode acontecer durante o sono ou enquanto estamos acordados. No bruxismo em vigília, além de apertar ou ranger os dentes, podem ocorrer comportamentos como manter os dentes em contato, tensionar a mandíbula ou sustentá-la em determinadas posições.

Isso muda uma pergunta importante:

se bruxismo é um comportamento motor, o que acontece no cérebro quando esse comportamento se repete milhares de vezes?

É aí que entra a neuroplasticidade.


O que é neuroplasticidade cerebral?

Neuroplasticidade é a capacidade do sistema nervoso de modificar sua organização, funcionamento e resposta em função da experiência, do aprendizado, dos estímulos e da repetição. É graças à plasticidade neural que aprendemos uma nova língua, desenvolvemos uma habilidade esportiva, aperfeiçoamos um movimento ou conseguimos recuperar determinadas funções após uma lesão neurológica.

O cérebro não é uma estrutura completamente fixa. Ele está continuamente recebendo informações e ajustando a maneira como responde a elas e existe um princípio bastante conhecido na neurociência: aquilo que é repetidamente ativado tende a ser reforçado.


Isso não significa que cada hábito automaticamente “crie uma nova área no cérebro”. O processo é muito mais complexo do que isso, mas significa que a repetição de determinados padrões motores pode modificar a maneira como o sistema nervoso controla esses movimentos e o sistema mastigatório não está fora desse mecanismo.


Bruxismo é um hábito ou uma doença?

Essa é uma mudança conceitual importante na compreensão moderna do bruxismo.

O consenso internacional de 2018 propôs que, em indivíduos saudáveis, o bruxismo não seja automaticamente considerado uma doença ou transtorno. Ele pode ser entendido como um comportamento que pode funcionar como fator de risco, ou, em algumas circunstâncias, até como fator protetor, para determinadas consequências clínicas.

Isso é importante porque: ter bruxismo não significa necessariamente estar doente.


Uma pessoa pode apresentar atividade de bruxismo e não ter dor, não apresentar alterações na articulação temporomandibular, não ter desgaste dentário significativo e não precisar de um tratamento específico para “eliminar” o comportamento.

O problema aparece quando essa atividade está associada a consequências clínicas relevantes ou quando faz parte de um contexto que precisa ser investigado.

Por isso, o objetivo do tratamento não deve ser simplesmente:

“Como faço para parar o bruxismo?”

A pergunta mais adequada é:

“O que esse comportamento está produzindo nesta pessoa e o que precisa ser manejado?”


Como o bruxismo e neuroplasticidade cerebral acontecem?

Todo movimento voluntário ou involuntário depende de circuitos do sistema nervoso.

A mastigação, o fechamento da mandíbula, a coordenação dos músculos mastigatórios e os movimentos repetitivos da mandíbula são controlados por complexos circuitos motores que envolvem o cérebro, o tronco encefálico e o sistema trigeminal.

No bruxismo do sono, por exemplo, episódios de atividade muscular mastigatória frequentemente estão relacionados a microdespertares e alterações transitórias da atividade cerebral e autonômica durante o sono.

Isso significa que o bruxismo não deve ser compreendido simplesmente como:

“o dente encostou e o músculo apertou”.

Existe uma participação importante do sistema nervoso central na organização dessa atividade. Uma revisão de 2024 sobre os substratos neurais do bruxismo também destaca que a atividade envolve circuitos neurais relacionados ao controle dos movimentos mandibulares e que há evidências de alterações de plasticidade neural em pessoas com bruxismo, embora os mecanismos específicos ainda não estejam completamente estabelecidos.


E onde entra a neuroplasticidade?

Aqui está uma das partes mais interessantes.

Se o bruxismo é uma atividade motora repetitiva, é razoável investigar se essa repetição está relacionada a mudanças na forma como o sistema nervoso controla os músculos da mandíbula, e isso já foi estudado.


Uma revisão sistemática e meta-análise que investigou estudos neurofisiológicos sobre bruxismo encontrou evidências de diferenças nas vias neurais relacionadas ao controle dos músculos responsáveis pelo fechamento da mandíbula.

Entretanto, os autores também encontraram grande variabilidade entre os estudos e não observaram uma diferença estatisticamente significativa na meta-análise de alguns dos parâmetros avaliados. Por isso, a conclusão científica precisa ser cuidadosa: há sinais de alterações neurais associadas ao bruxismo, mas ainda não existe evidência suficiente para afirmar uma relação causal simples entre bruxismo e neuroplasticidade. 


O cérebro pode aprender um comportamento motor?

Sim. Pense em aprender a tocar piano.

No começo, você precisa prestar atenção em cada movimento.

Com a repetição, determinados movimentos ficam mais automáticos.

O mesmo princípio é observado em inúmeras habilidades motoras.

O sistema nervoso aprende a coordenar movimentos com maior eficiência e determinadas redes neurais podem sofrer adaptações relacionadas ao treinamento e à experiência.


Agora pense em alguém que passa muitas horas por dia:

  • mantendo os dentes em contato;

  • contraindo a musculatura mastigatória;

  • apertando a mandíbula quando está concentrado;

  • tensionando a mandíbula diante do estresse;

  • acordando com os músculos mastigatórios contraídos;

  • repetindo esse comportamento durante meses ou anos.

Não significa que o cérebro esteja simplesmente “gravando o bruxismo”, mas significa que estamos diante de um padrão motor repetitivo, e padrões motores repetitivos podem interagir com mecanismos de aprendizagem e plasticidade do sistema nervoso.

Um estudo experimental, por exemplo, observou diferenças no controle corticomotor e no aprendizado de movimentos mandibulares em indivíduos com bruxismo do sono.


Quanto mais eu aperto os dentes, mais automático isso pode ficar?

É possível pensar nessa relação como um ciclo.

Imagine: estímulo → contração muscular → repetição → familiaridade motora → maior facilidade para repetir o padrão

Isso não significa que o cérebro necessariamente fique “viciado” em apertar os dentes.

Essa é uma simplificação excessiva, mas comportamentos motores podem se tornar mais automáticos quando são repetidos frequentemente.


No bruxismo em vigília, isso é particularmente interessante porque existe um componente comportamental que pode ser percebido e modificado em algumas pessoas. Muitas vezes o paciente sequer percebe que está mantendo os dentes encostados. Ele está trabalhando, dirigindo, estudando, usando o computador, treinando, concentrado, ansioso e, quando percebe, a mandíbula está contraída.


“Mas eu não sinto dor. Então preciso tratar?”

Não necessariamente.

Essa é uma das mensagens mais importantes sobre bruxismo.

Bruxismo não é sinônimo de dor.

Uma pessoa pode apresentar bruxismo sem apresentar dor muscular, alteração da ATM ou comprometimento significativo dos dentes.

Por outro lado, outra pessoa pode apresentar:

  • desgaste dentário;

  • fraturas;

  • fraturas ou falhas de restaurações;

  • hipertrofia ou fadiga muscular;

  • dor na face;

  • dor na região temporal;

  • cefaleia;

  • sintomas relacionados à ATM;

  • limitação dos movimentos mandibulares;

  • prejuízo na qualidade de vida.

O mesmo comportamento pode ter consequências completamente diferentes dependendo da pessoa. Por isso, não existe uma indicação universal de tratamento para todo indivíduo que apresenta bruxismo.


O desgaste dos dentes é apenas uma parte da história

Durante muito tempo, a discussão sobre bruxismo ficou concentrada na proteção dos dentes e isso faz sentido.

Forças repetitivas podem contribuir para desgaste dentário e, em determinados contextos, para fraturas ou sobrecarga de estruturas da face mas limitar o bruxismo à odontologia restauradora é perder uma parte importante da história.

Imagine dois pacientes.


o que é bruxismo

Paciente 1

Apresenta bruxismo do sono, mas não tem dor, não apresenta alterações relevantes na ATM e possui dentes íntegros.


Paciente 2

Apresenta bruxismo em vigília, passa grande parte do dia com os dentes em contato, apresenta dor muscular, sono ruim, estresse elevado e dificuldade para perceber quando está contraindo a mandíbula.


O comportamento recebe o mesmo nome, mas o paciente não é o mesmo e, consequentemente, o tratamento também não deveria ser.


Bruxismo, estresse e emoções: qual é a relação?

É muito comum ouvir:

“Eu tenho bruxismo porque sou ansioso.”

O bruxismo possui uma origem multifatorial.

Fatores fisiológicos, neurológicos, psicológicos, comportamentais, genéticos, relacionados ao sono, medicamentos e outros fatores podem participar de sua manifestação.

No bruxismo do sono, por exemplo, pesquisas apontam para a participação de mecanismos relacionados ao sistema nervoso central e ao sistema nervoso autônomo, além de características individuais relacionadas ao sono.


Portanto, não é correto transformar ansiedade em uma explicação universal.

Ao mesmo tempo, também não faz sentido ignorar o contexto psicológico e social do paciente.


O cérebro que controla a mandíbula é o mesmo cérebro que lida com estresse, emoções, sono, atenção e comportamento.

Por isso, esses elementos podem precisar fazer parte da investigação clínica.


E o sono?

O bruxismo pode acontecer durante a vigília e durante o sono, e são fenômenos que não devem ser tratados simplesmente como se fossem exatamente a mesma coisa.

No bruxismo do sono, episódios de atividade muscular mastigatória frequentemente acontecem associados a eventos de ativação cerebral e autonômica durante o sono.

Além disso, o bruxismo pode coexistir com outras condições relacionadas ao sono.

Por isso, diante de determinados sinais e sintomas, a investigação pode precisar ultrapassar a odontologia e considerar a qualidade do sono e possíveis distúrbios respiratórios ou outras condições associadas.

Tratar apenas os dentes sem olhar para o sono pode significar tratar a consequência sem compreender o contexto.


E os medicamentos?

Alguns medicamentos podem estar associados ao bruxismo em determinados pacientes.

Há estudos que encontraram associação entre alguns medicamentos psicotrópicos e o bruxismo do sono. Entretanto, a qualidade das evidências é limitada e não é correto concluir que determinado medicamento necessariamente causará bruxismo em todas as pessoas que o utilizam.

Por isso, quando um paciente apresenta bruxismo, é importante investigar:

“O que mudou na sua vida antes desse comportamento aparecer ou piorar?”

Isso pode incluir alterações de:

  • medicamentos;

  • sono;

  • rotina;

  • níveis de estresse;

  • consumo de determinadas substâncias;

  • hábitos;

  • atividade física;

  • condições de saúde.

Nunca se deve suspender ou modificar um medicamento por conta própria.


Se o cérebro aprende, ele também pode desaprender?

Essa é uma das ideias mais interessantes quando pensamos no bruxismo como comportamento motor.

Neuroplasticidade não significa apenas que o cérebro pode reforçar determinados padrões. Ela também está relacionada à capacidade de adaptação e aprendizagem de novos padrões.

Isso abre uma perspectiva diferente para o tratamento.

Em vez de pensar exclusivamente:

“Como proteger os dentes da força?”

podemos também perguntar:

“Como modificar o comportamento motor quando isso for clinicamente indicado?”

No bruxismo em vigília, estratégias comportamentais, educação, autoconsciência, lembretes, reversão de hábito e algumas formas de biofeedback têm sido estudadas.

Uma revisão sistemática publicada em 2026 encontrou evidências ainda limitadas, mas apontou resultados potencialmente favoráveis para abordagens comportamentais, incluindo biofeedback, reversão de hábito, lembretes e aconselhamento com estratégias de autogerenciamento.

Isso é particularmente interessante porque muda o foco de “impedir a contração” para, em determinados casos, ensinar o paciente a reconhecer e modificar o comportamento.


Então a placa para bruxismo não funciona?

Não é isso.

A placa pode ter uma função importante em determinados pacientes.

Ela pode ajudar a proteger estruturas dentárias e restaurações, além de fazer parte do manejo de determinados quadros, mas uma placa não deve ser entendida como uma solução universal para o bruxismo.

Uma revisão sistemática sobre o tratamento do bruxismo do sono encontrou benefícios potenciais de aparelhos intraorais em alguns parâmetros, mas também mostrou que diferentes abordagens apresentam diferentes níveis de evidência e que não existe uma estratégia única que sirva para todos.

E existe uma diferença fundamental: proteger o dente não é necessariamente o mesmo que modificar o comportamento.

Uma abordagem pode ser necessária para uma finalidade e outra para uma finalidade diferente.


E a terapia cognitivo-comportamental?

Dependendo do caso, intervenções psicológicas e comportamentais podem fazer parte do tratamento. Especialmente quando existe um componente de comportamento em vigília, pode ser interessante trabalhar:

  • percepção do comportamento;

  • identificação de gatilhos;

  • consciência corporal;

  • redução do contato dentário desnecessário;

  • estratégias de mudança de hábito;

  • manejo de fatores psicológicos;

  • qualidade do sono;

  • estratégias de enfrentamento do estresse.

É importante, entretanto, não transformar a terapia cognitivo-comportamental em uma “cura do bruxismo”.

A evidência para diferentes formas de intervenção ainda é variável, especialmente no bruxismo do sono.


O tratamento do bruxismo precisa ser individualizado

Talvez essa seja a conclusão mais importante.

Não existe um protocolo único para o bruxismo.

O tratamento depende de perguntas como:

  • O bruxismo acontece acordado, dormindo ou nos dois momentos?

  • Existe dor?

  • Existe alteração na ATM?

  • Há desgaste ou fratura dentária?

  • Existem restaurações sendo sobrecarregadas?

  • Como está o sono?

  • Existem sintomas de distúrbio respiratório do sono?

  • Quais medicamentos o paciente utiliza?

  • Existem fatores comportamentais importantes?

  • O paciente percebe quando mantém os dentes em contato?

  • Existe impacto na qualidade de vida?

  • Existem outros fatores psicológicos, sociais ou médicos relevantes?

É a partir dessas informações que se decide se é necessário tratar, o que precisa ser tratado e qual abordagem faz sentido para aquela pessoa.


Bruxismo não é apenas um problema dos dentes

Talvez seja justamente essa a mudança de perspectiva que a ciência vem proporcionando.

O dente é a estrutura que conseguimos enxergar.

O desgaste é algo que conseguimos medir.

A fratura é algo que conseguimos observar.

Mas por trás do movimento existe um sistema nervoso extremamente complexo.

E quando falamos de um comportamento motor repetitivo, precisamos considerar também como esse comportamento é produzido, mantido, percebido e modificado pelo sistema nervoso.

A neuroplasticidade nos ajuda a compreender que o cérebro não é estático.

Ele aprende.

Adapta-se.

Modifica respostas.

E pode participar tanto da manutenção quanto da mudança de padrões motores.

Isso não significa que “o bruxismo estragou seu cérebro”.

Nem significa que todo bruxismo provocará alterações cerebrais permanentes.

Significa que o comportamento motor da mandíbula acontece dentro de um sistema nervoso plástico e adaptável, e essa compreensão amplia a maneira como podemos pensar sobre prevenção e tratamento.


Bruxismo: proteger os dentes ou tratar o comportamento?

Um paciente pode precisar principalmente de proteção dentária.

Outro pode precisar de uma abordagem comportamental.

Outro pode precisar investigar o sono.

Outro pode apresentar uma condição dolorosa que exige tratamento específico.

Outro pode precisar de uma abordagem multidisciplinar.

E outro pode simplesmente precisar ser orientado e acompanhado.

Por isso, tratar bruxismo significa entregar automaticamente uma placa para qualquer pessoa que aperta os dentes. Significa compreender o comportamento e suas consequências naquela pessoa.

Porque o objetivo não é simplesmente fazer a mandíbula “parar”.

É preservar dentes, músculos, articulações, sono, função e, principalmente, qualidade de vida.


Perguntas frequentes sobre bruxismo e neuroplasticidade

Bruxismo causa alterações no cérebro? Bruxismo e neuroplasticidade cerebral:

Existem estudos mostrando diferenças em parâmetros neurofisiológicos e no controle motor mandibular associados ao bruxismo. Entretanto, as evidências ainda são heterogêneas e não permitem afirmar que o bruxismo, por si só, cause uma alteração cerebral permanente.


Todo mundo que tem bruxismo precisa usar placa?

Não. A indicação depende das características e consequências do caso. A placa pode ter função importante em determinados pacientes, especialmente para proteção das estruturas dentárias, mas não deve ser considerada tratamento universal.


Bruxismo é sempre causado por ansiedade?

Não. O bruxismo é multifatorial. Estresse e fatores psicológicos podem participar em determinados indivíduos, mas não explicam todos os casos.


Bruxismo pode desaparecer?

A manifestação do bruxismo pode variar ao longo do tempo e o manejo pode reduzir sua frequência ou suas consequências em determinados pacientes. O objetivo do tratamento, entretanto, não deve ser necessariamente “eliminar” toda atividade de bruxismo, mas controlar o que é clinicamente relevante.


Bruxismo pode causar DTM?

Bruxismo pode estar associado a sobrecarga dos músculos mastigatórios e a sinais e sintomas relacionados ao sistema mastigatório, mas a relação entre bruxismo e DTM é complexa e não pode ser reduzida a uma relação direta de causa e efeito.


Bruxismo pode ser tratado com terapia?

Em alguns casos, especialmente no bruxismo em vigília, estratégias comportamentais podem fazer parte do manejo. A literatura mais recente sugere benefício potencial de abordagens comportamentais, embora a qualidade e a quantidade das evidências ainda sejam limitadas.


Bruxismo não é simplesmente um problema de dentes.

É uma atividade motora que acontece dentro de um organismo complexo.

O cérebro participa do controle da mandíbula, o comportamento pode se repetir, o sistema nervoso pode se adaptar e diferentes fatores, incluindo sono, comportamento, contexto psicológico, medicamentos e condições individuais, podem influenciar sua manifestação.

A neuroplasticidade não deve ser usada para assustar o paciente. Deve ser usada para ampliar a compreensão. Porque se o sistema nervoso é capaz de aprender e se adaptar, também precisamos pensar em como podemos favorecer novos padrões de comportamento e melhor qualidade de vida quando isso for necessário.

O tratamento do bruxismo não começa necessariamente nos dentes.

Às vezes, começa entendendo a pessoa por trás do comportamento e fazemos isso por meio da consulta especializada. Agende agora mesmo a sua.

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