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Como funciona o implante dentário? Entenda cada etapa do tratamento

Quando uma pessoa perde um dente, é comum pensar que o maior problema é a estética, mas, na prática, a perda dentária afeta a mastigação, a mordida, a saúde do osso e até a forma como os outros dentes se posicionam.


É justamente por isso que o implante dentário se tornou uma das soluções mais modernas e previsíveis da odontologia.

E afinal, como funciona um implante dentário?

Será que ele substitui o dente inteiro? Como é feita a cirurgia? Quanto tempo demora? Dói? Neste artigo, você vai entender cada etapa do tratamento e descobrir por que um implante é muito mais do que "parafusar um dente no osso".


O que é um implante dentário?

Antes de entender como ele funciona, é importante conhecer sua estrutura.

Muitas pessoas chamam de "implante" todo o conjunto, mas, tecnicamente, ele é formado por três partes.

  • Implante: um pequeno cilindro de titânio instalado no osso, que substitui a raiz do dente perdido.

  • Pilar protético: a peça que conecta o implante à prótese.

  • Prótese (coroa): a parte visível, que reproduz a anatomia e a função do dente.

Ou seja, o implante não é o dente. Ele funciona como uma nova raiz, capaz de sustentar a prótese com estabilidade.


Como o implante fica preso ao osso?

Essa é uma das dúvidas mais comuns.

Diferentemente de um parafuso comum, o implante não fica apenas encaixado no osso.

Após a cirurgia, ocorre um processo biológico chamado osseointegração.

Durante algumas semanas, o osso cresce ao redor da superfície do implante e se integra ao titânio.

É essa união que proporciona resistência para suportar a mastigação.

A osseointegração é um dos maiores avanços da odontologia moderna e é responsável pelas altas taxas de sucesso dos implantes.


Como funciona o tratamento?

1. Consulta especializada e planejamento - o momento de saber como funciona o implante dentário

Tudo começa com uma avaliação clínica detalhada.

Nessa etapa, o cirurgião analisa:

  • a saúde da gengiva;

  • a quantidade de osso disponível;

  • a posição dos dentes vizinhos;

  • a mordida;

  • doenças pré-existentes;

  • expectativas do paciente.

Na maioria dos casos, também é solicitada uma tomografia computadorizada.

Esse exame permite visualizar o osso em três dimensões e planejar a posição ideal do implante com segurança.


2. Cirurgia de instalação do implante

Após o planejamento, é realizada a cirurgia.

O procedimento é feito com anestesia local e costuma ser mais tranquilo do que muitos pacientes imaginam.

Depois de preparar cuidadosamente o osso, o implante é instalado na posição planejada.

Dependendo do caso, a cirurgia pode durar menos de uma hora.


3. Cicatrização e osseointegração

Após a instalação, começa a fase mais importante do tratamento.

É nesse período que o osso se integra ao implante.

O tempo varia de acordo com cada paciente e com a região da boca, mas geralmente ocorre entre dois e seis meses.

Durante essa fase, o organismo faz o verdadeiro trabalho: transformar o implante em uma base firme para a futura prótese.


4. Colocação da prótese

Depois que a osseointegração é confirmada, inicia-se a fase protética.

São realizadas moldagens ou escaneamentos digitais para confeccionar uma prótese personalizada.

O objetivo é que ela reproduza não apenas a aparência do dente natural, mas também sua função mastigatória.


como funciona o implante dentário

O implante dói?

Essa é uma das perguntas mais frequentes.

Durante a cirurgia, não.

O procedimento é realizado sob anestesia local, e o paciente não sente dor.

Após o efeito da anestesia passar, é comum haver um leve desconforto ou inchaço, geralmente controlados com medicação prescrita pelo profissional.

Muitos pacientes relatam que a recuperação foi mais tranquila do que imaginavam.


Quanto tempo dura um implante?

Quando bem planejado e corretamente cuidado, um implante pode durar décadas.

O sucesso depende principalmente de:

  • boa higiene bucal;

  • consultas periódicas;

  • controle de doenças gengivais;

  • acompanhamento profissional;

  • abandono do tabagismo, quando possível.

Assim como os dentes naturais, os implantes precisam de manutenção.


Todo mundo pode fazer implante?

A maioria das pessoas pode.

Mas cada caso precisa ser avaliado individualmente.

Algumas condições podem exigir planejamento adicional, como:

  • perda óssea importante;

  • diabetes descompensado;

  • tabagismo;

  • doença periodontal ativa;

  • uso de determinados medicamentos.

Mesmo nessas situações, muitas vezes o implante continua sendo possível após o tratamento adequado.


Quanto mais cedo, melhor

Existe um aspecto que muitos pacientes desconhecem.

Depois que um dente é perdido, o osso daquela região começa a diminuir porque deixa de receber o estímulo da mastigação.

Quanto maior o tempo sem substituir o dente, maior pode ser essa reabsorção óssea.

Em alguns casos, isso torna necessário realizar um enxerto ósseo antes da instalação do implante.

Por isso, procurar uma avaliação logo após a perda dentária pode tornar o tratamento mais simples, previsível e menos invasivo.


Perguntas frequentes

O implante pode ser rejeitado?

Não existe rejeição imunológica como ocorre em transplantes.

O que pode acontecer, em uma pequena parcela dos casos, é a falha da osseointegração, situação que costuma estar relacionada a fatores biológicos, hábitos como o tabagismo ou infecções.


O implante enferruja?

Não.

Os implantes são produzidos com titânio biocompatível, um material altamente resistente à corrosão e amplamente utilizado na medicina.


Posso mastigar normalmente depois?

Sim.

Após a conclusão do tratamento, o objetivo é restabelecer uma mastigação eficiente, confortável e segura.


O implante dentário funciona substituindo a raiz do dente perdido e criando uma base estável para uma prótese personalizada.

Mais do que devolver um sorriso, ele ajuda a preservar a mordida, manter o osso da região e recuperar a qualidade de vida.

Cada tratamento, porém, deve ser planejado de forma individualizada, considerando a anatomia, a saúde bucal e as necessidades de cada paciente.

Se você perdeu um ou mais dentes e deseja entender como funciona o implante dentário no seu caso, agende uma consulta especializada com a Dra. Fernanda Schimidt, cirurgiã bucomaxilofacial em Londrina. Com uma avaliação clínica detalhada e exames de imagem, é possível elaborar um plano de tratamento seguro, previsível e personalizado para que você volte a mastigar, sorrir e viver com tranquilidade.

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