Quais são os riscos da cirurgia ortognática? Entenda
- Dra. Fernanda Schimidt

- há 3 dias
- 4 min de leitura
A cirurgia ortognática costuma gerar muitas dúvidas e uma das maiores delas é:
“Quais são os riscos da cirurgia ortognática?”
É normal ter receio quando falamos de um procedimento cirúrgico envolvendo o rosto, a mandíbula e a mordida, mas também é importante entender uma coisa:
toda cirurgia possui riscos
porém, quando existe planejamento adequado, equipe preparada e indicação correta, a cirurgia ortognática costuma ser segura e extremamente transformadora para muitos pacientes.
Neste artigo, você vai entender quais são os riscos reais da cirurgia ortognática, o que influencia na recuperação e quais cuidados ajudam a tornar o procedimento mais previsível.
O que é cirurgia ortognática?
A cirurgia ortognática é um procedimento realizado para corrigir alterações ósseas da face e da mordida.
Ela pode ser indicada em casos como:
mandíbula muito para frente ou para trás;
mordida desalinhada;
assimetrias faciais;
dificuldade para mastigar;
alterações respiratórias;
apneia do sono;
dores relacionadas à função da mandíbula.
Além da estética e harmonia facial, a cirurgia também pode melhorar função, respiração e qualidade de vida.

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A cirurgia ortognática é perigosa?
Essa é uma pergunta muito comum. A cirurgia ortognática é uma cirurgia de médio para grande porte, feita em ambiente hospitalar e com anestesia geral.
Na maioria dos casos, a cirurgia é considerada segura quando:
existe indicação correta;
o paciente passa por avaliação adequada e especializada de um cirurgião bucomaxilofacial;
exames são realizados;
o procedimento é feito por equipe especializada;
o planejamento cirúrgico é detalhado, computadorizado ou analógico.
Hoje, a cirurgia ortognática evoluiu muito em técnica, previsibilidade e segurança.
Mas como qualquer cirurgia, ela também apresenta riscos e possíveis complicações.
Quais são os principais riscos da cirurgia ortognática?
Os riscos variam de acordo com o tipo de osso em que será feita a cirurgia. Eles também dependem do estado de saúde do paciente e complexidade do caso.
Entre os principais, estão:
inchaço importante no pós-operatório;
sangramento;
dor e desconforto temporários;
limitação para mastigar nos primeiros meses;
dificuldade temporária para falar;
infecção, má união ou não união óssea;
alteração de sensibilidade em algumas regiões do rosto;
necessidade de ajustes ortodônticos posteriores;
necessidade de reoperação em casos de falha;
Em casos específicos, também pode ocorrer dormência temporária ou prolongada, principalmente em áreas próximas ao nervo mandibular.
Dormência após cirurgia ortognática é normal?
Algum grau de alteração de sensibilidade pode acontecer, especialmente nos primeiros meses, na maioria dos pacientes. Isso ocorre porque a cirurgia envolve estruturas ósseas e nervosas da face.
Muitos pacientes relatam:
sensação de formigamento;
dormência parcial;
sensibilidade diferente na região do lábio ou queixo.
É a chamada parestesia.
Na maioria dos casos, existe melhora gradual ao longo do tempo.
Mas cada organismo responde de forma diferente.
O pós-operatório da cirurgia ortognática é difícil?
O pós-operatório exige adaptação e reaprendizagem dos movimentos mandibulares a depender do grau de discrepância e complexidade do caso.
Principalmente nas primeiras semanas, o paciente pode apresentar:
inchaço;
limitação alimentar;
dificuldade para mastigar;
sensação de pressão facial;
necessidade de repouso.
Por isso, planejamento e acompanhamento são fundamentais.
A recuperação costuma ser progressiva.
O que influencia nos riscos da cirurgia?
Alguns fatores fazem diferença importante na segurança e previsibilidade do procedimento.
Entre eles:
experiência da equipe;
planejamento cirúrgico;
exames adequados;
saúde geral do paciente;
controle pós-operatório;
colaboração durante a recuperação;
entendimento profundo por parte do paciente do que será realizado no seu caso a fim de evitar surpresas;
Cada caso precisa ser avaliado individualmente.
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Quando os benefícios da cirurgia ortognática superam os riscos?
Essa é uma das decisões mais importantes.
Muitos pacientes convivem por anos e anos com:
dificuldade para mastigar;
dores na mandíbula;
alterações respiratórias;
apneia do sono;
desgaste dentário;
insegurança estética;
limitação funcional.
Nesses casos, a cirurgia pode representar melhora significativa na qualidade de vida quanto mais cedo for realizada após a finalização do crescimento facial. Por isso, a decisão não deve ser baseada apenas no medo da cirurgia, mas no impacto que o problema já causa na vida do paciente e pode causar a longo prazo.
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Como reduzir os riscos da cirurgia ortognática?
Alguns cuidados são fundamentais:
realizar exames completos;
seguir corretamente o preparo ortodôntico;
seguir todas as recomendações do seu cirurgião;
escolher equipe especializada;
manter acompanhamento adequado;
respeitar o pós-operatório;
seguir orientações de alimentação e higiene.
Quanto melhor o planejamento, mais previsível tende a ser a recuperação.
Cirurgia ortognática vale a pena?
Para muitos pacientes, sim.
Principalmente quando existe comprometimento funcional, dor ou impacto importante na qualidade de vida. A cirurgia ortognática não é apenas estética.
Ela pode melhorar:
mastigação;
respiração;
sono;
fala;
estabilidade da mordida;
harmonia facial.
Então, quais são os riscos reais da cirurgia ortognática?
Como qualquer procedimento cirúrgico, existem riscos, inclusive de vida e cuidados importantes a serem tomados. Entretanto, com planejamento adequado, indicação correta e acompanhamento especializado, a cirurgia costuma ser segura e altamente transformadora.
O mais importante é entender que cada caso é único.
Por isso, uma consulta especializada e individualizada faz toda a diferença na tomada de decisão.




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