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Cirurgia de siso é perigosa? Entenda os riscos reais e quando ela é segura

Se você já pesquisou sobre cirurgia de siso na internet, provavelmente encontrou:

vídeos de pessoas com o rosto extremamente inchado; olho roxo; pescoço roxo; boca travada; relatos de dor intensa; histórias de infecções graves; casos raros de complicações graves e até morte. E aí você deve ter se perguntado: a cirurgia de sisos é perigosa? É compreensível sentir medo.

Mas existe algo que quase nunca é explicado: a maioria das experiências traumáticas está relacionada a indicação inadequada, extrapolação dos limites cirúrgicos, falta de um bom planejamento ou ausência de suporte especializado.

A cirurgia do siso, quando bem indicada e bem conduzida, não precisa ser traumática.


A cirurgia de siso é perigosa mesmo?

Casos graves geralmente envolvem uma ou mais dessas situações:

  • Falta de avaliação tomográfica adequada;

  • Subestimação da complexidade cirúrgica;

  • Ambiente sem suporte para emergências;

  • Ausência de protocolo medicamentoso correto;

  • Pacientes com doenças sistêmicas sem avaliação prévia e boa anamnese;

  • Falta de acompanhamento pós-operatório;


Cirurgia bucal não é apenas “tirar um dente”.


É um procedimento cirúrgico que envolve:

  • Anatomia complexa;

  • Nervos importantes;

  • Espaços profundos da face;;

  • Risco de infecção em regiões delicadas

Quando isso não é respeitado, aumentam os riscos e complicações.


E os casos de morte ou sepse?

São extremamente raros, mas quando acontecem, geralmente envolvem:

  • Infecção não tratada adequadamente antes, durante ou depois da cirurgia;

  • Evolução tardia sem acompanhamento;

  • Disseminação bacteriana para espaços cervicais profundos;

  • Pacientes imunossuprimidos ou com comorbidades;


Infecção odontogênica pode evoluir, sim, mas não é a regra e quando o paciente é avaliado corretamente e acompanhado com todo rigor e critério necessário para esse tipo de cirurgia, o risco é drasticamente reduzido.


E o rosto roxo e inchado?

Vamos ser honestos. Todo procedimento cirúrgico gera resposta inflamatória. Entretanto, inchaços extremos não são padrão, hematomas extensos não são regra, dor incapacitante não é normal. Esses sintomas dependem do organismo de cada um e podem ser controlados por protocolo de medicações, técnica cirúrgica, tempo operatório, manipulação tecidual, complexidade do dente, orientações e cuidados pós-operatórios.


Cirurgias realizadas por cirurgião bucomaxilofacial, com planejamento adequado, tendem a ser muito mais previsíveis.


E a parestesia? Posso perder a sensibilidade?

A parestesia (alteração de sensibilidade) pode acontecer quando o siso inferior está próximo ao nervo alveolar inferior. Nesses casos, a tomografia pode ou não pode ser fundamental, já que a parestesia é possível de ocorrer mesmo em dentes com alguma distância do canal mandibular. Em alguns casos, quando a técnica cirúrgica pode ser modificada, ou quando a cirurgia pode até ser adiada ou planejada em ambiente hospitalar, vale a pena o pedido da tomografia, pois ela auxiliará no estudo e planejamento do caso. O risco de parestesia existe, mas quando avaliado por especialista, é mensurado, discutido, minimizado e tratado se acontecer.


O papel da primeira consulta

Uma consulta especializada bem feita não é apenas “olhar o dente”.

Ela envolve:

✔️ Avaliação clínica completa

✔️ Análise dos exames de imagem, Rx, tomografias

✔️ Histórico médico detalhado

✔️ Discussão de riscos reais

✔️ Definição do ambiente ideal da cirurgia (consultório ou hospital)

✔️ Discussão sobre sedação

✔️ Planejamento individualizado

Isso reduz drasticamente surpresas.


cirurgia do siso é perigosa?

Sedação e ambiente hospitalar: quando são indicados?

Nem toda extração precisa de hospital. Nem toda extração precisa de sedação. Existem indicações para essas abordagens e elas não são definidas baseadas apenas no desejo do paciente, pois também oferecem riscos à saúde (efeitos colaterais, complicações inerentes a sedação e a anestesia geral).

Mas em casos como:

  • Sisos inclusos complexos

  • Proximidade com nervos

  • Pacientes muito ansiosos

  • Procedimentos múltiplos

  • Pacientes com doenças sistêmicas

O ambiente hospitalar pode ser a escolha mais segura.


Sedação consciente também pode ser indicada para:

  • Reduzir ansiedade

  • Melhorar experiência

  • Diminuir resposta inflamatória relacionada ao estresse


O que a internet não mostra

Os vídeos virais de pacientes em pós operatório mostram:

  • O inchaço

  • O olho roxo

  • A dificuldade de falar

Mas não mostram:

  • O planejamento

  • A avaliação prévia

  • A técnica empregada

  • O controle da infecção

  • O acompanhamento pós-operatório

Nem todo pós-operatório é dramático e a maioria não é.


A cirurgia de siso pode ser tranquila?

Sim.

Quando:

  • Existe indicação correta

  • Há planejamento individualizado

  • O profissional tem formação cirúrgica adequada

  • O ambiente é escolhido com critério

  • O paciente recebe orientações claras

  • O acompanhamento é feito de perto

  • O objetivo não é apenas remover um dente e sim preservar estruturas, reduzir trauma e promover recuperação previsível.


Medo não deve ser ignorado, deve ser esclarecido

O medo geralmente vem de:

  • Experiências de terceiros

  • Conteúdo sensacionalista

  • Falta de informação técnica

  • Generalização de casos raros

Informação se obtém em consulta com especialista e esta sim reduz a ansiedade.


A extração dos dentes do siso não precisa ser traumática.

Ela pode ser:

  • Planejada

  • Segura

  • Previsível

  • Confortável

  • Responsável

E tudo começa com como, onde e por quem ele é removido.

 
 
 

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