Consequências da falta de um dente: você se acostumou, mas seu corpo não
- Dra. Fernanda Schimidt

- 15 de jan.
- 2 min de leitura
Atualizado: há 13 horas
Perder um dente raramente acontece de um dia para o outro.
Muitas pessoas se acostumam a viver assim, sem perceber as consequências da falta de um dente para o corpo ao longo do tempo.
As consequências da falta de um dente no corpo
Quando um dente é perdido, o organismo imediatamente tenta compensar. Essa compensação pode parecer eficiente no começo, mas ela gera desequilíbrios progressivos.
Entre as principais alterações estão:
Desvio da mastigação para um único lado
Sobrecarga da articulação temporomandibular (ATM)
Alteração da postura cervical e da cabeça
Desgaste acelerado dos dentes remanescentes
Perda óssea na região onde o dente foi perdido
Movimentação dos dentes adjacentes
Mudanças sutis no formato do rosto ao longo dos anos
Você se acostuma. Seu sistema mastigatório entra em alerta constante.
Viver sem um dente afeta só a boca?
Essa é uma das perguntas mais comuns no consultório.
Viver sem um dente não afeta apenas a estética, mas todo o sistema mastigatório, a articulação e até a postura corporal.
A questão é que dor não é o único marcador de problema. Muitos pacientes só percebem o impacto da ausência dental quando surgem:
Dores de cabeça frequentes
Estalos ou travamentos na mandíbula
Sensação de cansaço ao mastigar
Dificuldade digestiva
Fraturas ou mobilidade em dentes saudáveis
Incômodo estético que começa a afetar a autoconfiança
O corpo sempre sinaliza antes de colapsar. O problema é quando esses sinais são ignorados por muito tempo.
O que acontece no osso quando um dente falta?
Um dos efeitos menos conhecidos, e mais importantes, da perda dental é a reabsorção óssea.
O osso precisa de estímulo para se manter saudável. Quando o dente sai, o estímulo desaparece.
Resultado:
O osso na região que tinha o dente começa a diminuir em altura e espessura
O tratamento futuro se torna mais complexo
Procedimentos como implantes podem exigir enxertos ósseos
O tempo, o custo e a complexidade aumentam
Ou seja: o tempo não resolve. O tempo agrava.
Implante dentário não é luxo. É reabilitação funcional.
Existe uma ideia equivocada de que implante dentário é apenas estética. Na realidade, ele é uma reposição funcional.
O implante:
Devolve a função mastigatória adequada
Preserva o osso
Redistribui corretamente as forças da mordida
Protege dentes vizinhos
Ajuda a manter a harmonia facial
Melhora a qualidade de vida e a segurança ao sorrir
Não se trata apenas de “ter um dente”. Trata-se de devolver ao corpo aquilo que ele perdeu.

O corpo não esquece o que falta
Você pode se adaptar à ausência. Pode até esquecer que aquele dente existiu.
Mas o corpo registra cada compensação, cada sobrecarga e cada ajuste forçado.
Cuidar do seu sorriso não é vaidade. É respeito à fisiologia, à saúde e à sua própria história.
Se você perdeu um dente, recentemente ou há muitos anos, saiba: nunca é tarde para retomar o cuidado com sua saúde (veja aqui o passo a passo dos implantes dentários). Mas quanto antes, mais simples, previsível e conservador tende a ser o tratamento.





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