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Precisa tirar o dente do siso? Entenda quando é indicado

Você já ouviu que “todo mundo precisa tirar o siso”, mas será que isso é verdade?

A resposta é: não necessariamente. Nem todo siso precisa ser removido, mas a maioria precisa e entender quando isso é indicado pode evitar dor, infecção e problemas maiores no futuro.

quando precisa tirar os sisos

O que é o dente do siso?

O siso é o último dente a nascer, geralmente entre os 15 e 25 anos.

O problema é que, na maioria das pessoas, não existe espaço suficiente para ele erupcionar (nascer) corretamente e isso pode gerar uma série de complicações.


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Quando o siso precisa ser removido?

1. Falta de espaço

Quando o siso não tem espaço para nascer. Ele pode:

  • nascer torto

  • ficar parcialmente erupcionado

  • pressionar outros dentes

  • ser difícil higienizar

  • causar infecções e inflamações na gengiva, osso e dentes adjacentes


2. Inflamações frequentes (pericoronarite)

A gengiva inflamada atrás do último dente pode causar:

  • dor

  • inchaço

  • secreção purulenta

  • dificuldade para abrir a boca

  • febre

  • dor de garganta

Quando isso se repete, as bactérias tendem a se tornar resistentes e a remoção costuma ser indicada precocemente para evitar infecções graves.


3. Dor recorrente

Dor que aparece e some, muitas vezes ignorada pelo paciente, indica que algo não está funcionando bem e que precisa de atenção. Os sisos precisam ser removidos.


4. Siso incluso (preso dentro do osso)

Mesmo sem dor, o siso incluso pode causar problemas como:

  • cistos

  • reabsorção de dentes vizinhos

  • infecções futuras

  • cárie

  • bolsa periodontal no dente vizinho


5. Dificuldade de higiene

A região com um siso incluso ou parcialmente incluso é difícil (se não impossível) de limpar. A saliva, que naturalmente contém bactérias da flora bucal, favorece:

  • cárie

  • inflamação

  • mau hálito


6. Comprometimento de outros dentes

O siso pode empurrar ou reabsorver os dentes ao lado e gerar desalinhamento ou dano estrutural. Nesses casos, muitas vezes o paciente perde o segundo molar junto com o siso.


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Quando NÃO é necessário remover o siso?

A única situação em que não se faz necessária a remoção do siso é quando ele nasceu completamente e:

  • está bem posicionado, com gengiva inserida ao redor

  • tem antagonista superior ou inferior em oclusão servindo para a mastigação

  • não causa dor, nem tem sinais de cárie ou doenças

  • permite higiene adequada

Nesses casos, apenas acompanhamento é possível de ser realizado.


O erro mais comum

Saber que tem o siso, que ele não participa da mastigação e esperar doer para agir.

Muitas pessoas só procuram ajuda quando:

  • a dor já está forte

  • já existe infecção

  • há inchaço, pus, infecção, mau hálito

E isso torna o tratamento mais difícil, com possibilidade de mais dor pós operatória pela presença de bactérias resistentes.


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Remover antes de dar problema vale a pena?

Vale muito a pena. Tirar os sisos na idade adequada tem inúmeros benefícios, principalmente quando todos os aspectos falados anteriormente já foram identificados em exames.

Isso porque:

  • o procedimento tende a ser mais simples, as raizes e osso ainda não estão completamente formadas antes dos 30 anos e a quantidade de doenças sistêmicas como diabetes, pressão alta acaba sendo menor.

  • a recuperação costuma ser melhor, pois menos episódios de pericoronarite significam menor presença de bactérias ao redor do siso, o que ajudará na formação do coágulo e cicatrização.

  • evita complicações futuras


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Como saber se você precisa tirar o siso?

Apenas com avaliação profissional em uma consulta especializada com o cirurgião bucomaxilofacial definirá a melhor opção de tratamento para você.

Normalmente envolve:

  • exame clínico, anamnese, exame físico

  • radiografia ou tomografia

Isso mostrará a posição, espaços, riscos da cirurgia e possibilidades de tratamento.


Como é a remoção do siso?

O procedimento cirúrgico é realizado com anestesia local e pode ou não ser realizado com sedação (não sendo obrigatório).

A maioria dos casos são simples a moderados, o que torna a cirurgia sob anestesia local perfeitamente suportável pelo paciente.


O que acontece se não remover quando precisa?

O problema tende a evoluir e pode levar a:

  • infecções recorrentes

  • dor intensa

  • complicações mais complexas

  • abscessos faciais, infecções sérias e sepse.


Nem todo siso precisa ser removido, mas quando existe indicação, ignorar pode trazer problemas maiores. O mais importante é passar por uma consulta especializada o quando antes individualmente e optar pela remoção o mais cedo possível.


Se você tem dúvida sobre o seu siso:

O melhor passo não é esperar a dor, é entender o que está acontecendo antes que ela apareça. Agende agora mesmo uma consulta especializada.

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