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Como a dor na mandíbula pode afetar sua qualidade de vida? 4 histórias reais de pacientes que encontraram a causa da dor

Quando pensamos em Disfunção Temporomandibular (DTM), muitas pessoas imaginam apenas dor na mandíbula, placa e fim. Entretanto, a realidade é muito mais complexa. Dependendo das causas, a DTM pode provocar sintomas que parecem não ter relação alguma com a articulação temporomandibular. Por isso, muitos pacientes passam anos consultando diferentes especialistas ou gastando muito mais, antes de receberem o diagnóstico correto.


Ao longo da minha atuação como cirurgiã bucomaxilofacial em Londrina, acompanhei pacientes que conviviam com dores havia anos, acreditando sofrer de sinusite, problemas neurológicos, doenças da coluna, quando a origem dos sintomas estava na rotina e na musculatura da mastigação.


Neste artigo, compartilho algumas dessas histórias (com autorização e preservando a identidade dos pacientes) para mostrar como um diagnóstico preciso pode mudar completamente a qualidade de vida.


desconforto facial

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A DTM pode causar sintomas longe da mandíbula?

Sim. A articulação temporomandibular trabalha em conjunto com músculos, ligamentos e estruturas do pescoço e da cabeça. Quando existe uma alteração nesse sistema, a dor pode ser percebida em diferentes regiões do rosto e até do corpo.

Alguns dos sintomas mais comuns incluem:

  • dor na mandíbula;

  • dor de cabeça;

  • estalos ao abrir ou fechar a boca;

  • dificuldade para mastigar;

  • dor no ouvido;

  • sensação de ouvido tampado;

  • zumbido;

  • dor no pescoço;

  • dor na face;

  • sensação de pressão ao redor dos olhos;

  • cansaço muscular.

Por isso, nem sempre o paciente imagina que o problema pode estar relacionado à DTM.


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Caso clínico 1 – Cinco anos convivendo com dor


Nesse primeiro caso, essa paciente conviveu com dores na face por aproximadamente cinco anos. Durante esse período, aprendeu a adaptar sua rotina ao desconforto. Mastigar, falar por muito tempo e até acordar pela manhã já faziam parte de um ciclo constante de dor.


Na primeira consulta, foi realizada uma avaliação detalhada para identificar os fatores que mantinham o quadro e um exame clínico para obtermos um diagnóstico e logo após o início do tratamento, já nesta primeira consulta, ela relatou uma melhora de aproximadamente 70% dos sintomas, o que permitiu retomar atividades que antes eram limitadas pela dor. Após a finalização do acompanhamento durante 12 meses (tempo que estipulei para ela de acompanhamento devido a gravidade do quadro), os movimentos da mandíbula foram reestabelecidos e ela simplesmente não tem mais dor.


Esse caso mostra como um diagnóstico correto pode modificar rapidamente a qualidade de vida, mesmo em pacientes com sintomas antigos.


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Caso clínico 2 – Quando a dor parecia uma nevralgia do trigêmeo

Outra paciente apresentava dores em choque na face.

A intensidade era tão característica que havia sido investigada por neurologista e também por psiquiatra. Mesmo após diferentes tratamentos, os sintomas persistiam.

Durante a consulta especializada, foi identificada uma condição relacionada a uma extração dentária antiga e ao sistema mastigatório que explicava o padrão da dor.


Após o tratamento individualizado, houve melhora importante do quadro e recuperação da qualidade de vida, inclusive com a paciente melhorando relacionamentos interpessoais, relacionamento com as finanças.

Esse caso reforça que nem toda dor em choque na face é, necessariamente, uma nevralgia do trigêmeo.


Caso clínico 3 – "Achei que era sinusite"


Essa paciente apresentava uma dor muito específica entre o nariz e o olho.

Ao longo do tempo, passou por consultas com oftalmologista, otorrinolaringologista e neurologista. Recebeu diferentes medicamentos, incluindo antibióticos, analgésicos e anti-inflamatórios.

Nenhum tratamento resolveu definitivamente o problema e ela continuava com aquela dúvida: o que é isso?


Durante a avaliação da DTM, foi identificado que aquela dor fazia parte de um quadro de dor miofascial com dor referida. Após o tratamento, os sintomas regrediram e ela voltou às atividades diárias sem sequer lembrar mais aquele desconforto constante.

Esse é um excelente exemplo de como a dor pode ser percebida em um local diferente da sua verdadeira origem.


Caso clínico 4 – A mandíbula e a postura


Nem sempre o impacto da DTM aparece apenas como dor. Desgastes dentários e bruxismo podem estar relacionados.

Essa paciente apresentava intenso cansaço muscular e alterações importantes na postura também devido a perda de alguns dentes. Em determinado momento, chegou a desenvolver um trauma cervical durante o sono, necessitando utilizar colar cervical.


Após o início do tratamento e o controle da sobrecarga sobre o sistema mastigatório, houve melhora progressiva dos sintomas, permitindo uma recuperação significativa da função e do conforto no dia a dia.

Embora postura e DTM tenham uma relação complexa e multifatorial, esse caso demonstra como alterações do sistema mastigatório podem influenciar o funcionamento muscular de toda a região cervical.


O que esses casos têm em comum?

Embora os sintomas fossem completamente diferentes, todas essas pacientes tinham algo em comum: A causa da dor não havia sido identificada.

Elas não precisavam apenas de medicamentos. Elas precisavam entender por que aquela dor existia e é justamente isso que torna o diagnóstico um dos momentos mais importantes do tratamento da DTM. Diagnóstico esse que é realizado na primeira consulta especializada e que é essencial para o bom decorrer do caso.


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DTM não é receita de bolo

Um erro bastante comum é acreditar que toda DTM é igual.

Na realidade, existem diferentes tipos de disfunção temporomandibular.

A dor pode ter origem:

  • muscular;

  • articular;

  • ligamentar;

  • inflamatória;

  • neuropática;

  • ou envolver a combinação de vários fatores.

Por isso, pacientes com sintomas semelhantes podem receber tratamentos completamente diferentes.


Quando procurar ajuda?

Procure uma consulta especializada se você apresenta:

  • dor na mandíbula;

  • estalos frequentes;

  • travamentos;

  • dor de cabeça recorrente;

  • dor no ouvido sem infecção;

  • dor facial persistente;

  • dificuldade para mastigar;

  • dores que permanecem mesmo após passar por outros profissionais.

Quanto mais cedo a causa for identificada, maiores costumam ser as possibilidades de controlar os sintomas e recuperar sua qualidade de vida.

A DTM pode afetar muito mais do que a mandíbula.

Ela pode interferir na alimentação, no sono, no trabalho, na postura, nas relações sociais e na qualidade de vida.

Os casos apresentados neste artigo mostram uma realidade comum no consultório: pacientes que passaram anos tratando apenas os sintomas, gastando rios de dinheiro, quando o verdadeiro problema ainda não havia sido identificado. É por isso que nossa consulta especializada tem o valor que tem. Acreditamos muito no exame clínico que realizamos.

Se você mora em Londrina e convive com dores na mandíbula, na face ou sintomas que ainda não tiveram uma explicação clara, agende uma consulta especializada com a Dra. Fernanda Schimidt. Um diagnóstico preciso é o primeiro passo para construir um tratamento individualizado e baseado na verdadeira causa da sua dor.

​BMFSurgery - Cirurgia Especializada - CNPJ: 47.378.134.0001-04​

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